quarta-feira, 5 de agosto de 2009

EM NOME DE NOBRES CAUSAS

Madonna, Angelina Jolie Brad Pitt são alguns exemplos de astros atuais que alertam o mundo para a necessidade de ajudar os países mais pobres do planeta. Mas não é de hoje que artistas se sensibilizam e acabam agindo em favor de causas humanitárias.


Capa do CD do projeto musical e social idealizado, em 2003, por Bono Vox, líder e vocalista do grupo U2.

Se nós começarmos a pesquisar a quantidade de celebridades que já contribuíram de alguma forma pelas populações mais carentes, não há dúvidas que teremos uma lista imensa.
Como ainda não saberia enumerar tal lista, cito um exemplo que eu tenho aqui em casa, aliás, está tocando no meu computador enquanto escrevo este texto.
Drop the Debt, este é o nome do CD lançado em 2003, carregado por um viés político “a favor do cancelamento das dívidas externas”, levantando uma bandeira em apoio aos países do terceiro mundo. Lado social à parte, o álbum reúne grandes músicos e cantores, tanto da África quanto da América Latina.
Do continente africano, destaque para a participação de Oliver Mtukudzi, do (Zimbábue) com o seu canto melancólico e gostoso aos ouvidos, sem falar no zoblazo de Meiway, da Costa do Marfim, e do caprichado dueto de Faya Tess e Lokua Kanza, do Congo. Já a cabo-verdiana Césaria Évora, outra excelente cantora que deu o ar da graça nesse projeto musical, pede justiça social com a música “Quem pode”.
Tocante a participação do Brasil, quem marcou presença foram Chico César, Fernanda Abreu, MV Bill, Lenine e Tribo de Jah. Ao total são dezesseis faixas formando um timaço de artistas.
O CD foi produzido pela ONG francesa Dette & Developpment, que aprovou a idéia de Bono Vox - conhecido também pelo envolvimento em causas assistenciais - sobre uma maneira de focar os olhos do mundo em relação ao fato, no caso específico do CD, dos países pobres terem de destinar 50% do PIB ao pagamento da dívida externa, deixando, assim, de investirem em itens importantes como saúde, saneamento básico e educação.
Além de craques na música, essas celebridades também são certeiras quando o assunto é ajuda ao próximo.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

CAMISETAS DE DIVULGAÇÃO



Uma das novidades nessa viagem, como foi comentado no texto anterior, é que a equipe deve se apresentar não só na inauguração da escola, mas também em outras situações de cerimônias ou reuniões, vestindo a camisa de divulgação do Projeto Malawi, criada pelo consultor de marketing Fábio Siqueira.
Para ele a criação da camisa, como a de todos os produtos personalizados é de extrema importância para dar uma visibilidade em todas as ações praticadas da instituição. Nessas em questão ele revela não só processo de criação, mas também o objetivo. “Com uma forma bem dinâmica e de estilo esportivo, duas opções foram criadas para vestir os gestores, coordenadores e apoiadores. Uma delas é a camisa preta, onde a cor escura é universal, dando visibilidade na logomarca institucional do projeto”, explica.
Em relação ao desenho estampado na lateral da camisa é uma referência ao país africano. “No que diz respeito às cores, usei o sol no mesmo formato que aparece na bandeira malauiana, a idéia é homenagear a nação por meio de uma simbologia já conhecida deles”, argumenta Siqueira, que finaliza dizendo que a camisa branca cuja logomarca promocional é “Projeto Malawi, Amor Sem Fronteiras” foi feita no mesmo entendimento da de cor preta.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

MALAWI À VISTA

Membros e colaboradores do Projeto seguem ao país africano para evento inaugural da escola que deve atender cerca de 1.500 crianças, além de realizarem trabalho de campo.



No próximo dia 10 de agosto, integrantes e colaboradores partem destino ao Malawi, onde acontece a inauguração da primeira rede de ensino localizada entre as três aldeias, que serão beneficiadas pela iniciativa, situadas a cerca de 25km da capital Bilongue.
O evento está marcado para o dia 12, data escolhida para poder contar com a participação especial do presidente malauiano, Bingu wa Mutharka.
Alguns membros da equipe vão ao país pela primeira vez a trabalho de campo, como no caso do produtor de vídeo Neo Nassif, cuja missão é fazer todo o processo de captação de imagens que serão transmitidas em programas veiculados em canais de TV.
Assim como Nassif, também é estreia deste jornalista que vos escreve, agora, frequentemente, no blog. Nessa jornada tenho um papel parecido com o de Pero Vaz de Caminha na tripulação de Cabral ao descobrir o Brasil. Longe de mim, querer me comparar ou anunciar que serei tão preciso e fluente nas minhas matérias como foi o famoso escrivão, autor da “certidão de nascimento do Brasil”, ao registrar na sua histórica carta detalhes minuciosos de como era a nova terra que haviam descoberto.
Apenas cito essa figura para ilustrar a importância e a responsabilidade que um jornalista carrega quando trabalha como enviado especial.
Se eu conseguir mostrar as contradições e as emoções do malauiano por meio de abordagens culturais, sociais, exóticas, religiosas, geográficas e, principalmente, humanas, já serão gratificantes.
Não é fácil ser um repórter longe de casa, distante do próprio idioma e dos seus costumes. No entanto, essa dificuldade, que é normal, faz parte da profissão, afinal, as viagens estão para a vida do jornalista como a luva na vida do goleiro.
Apesar de nunca ter ido lá, de não ter conferido de perto as particularidades da população da África, mesmo sendo a primeira vez que verei de perto as profundeza das suas selvas e dos seus rios, carrego uma opinião na minha mente que tentarei confirmar nessa viagem, o fato da África mesmo tendo sido colonizada durante grande parte da sua história, acredito que ela nunca foi conquistada, e isso, creio eu, simboliza a força das nações africanas.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

MAMA ÁFRICA

Já no século XVII o padre Antônio Vieira escreveu "O Brasil tem o corpo na América, mas a alma na África". Se analisarmos bem, considerando a época em que a frase foi escrita, pode-se dizer que as palavras do religioso foram certeiras, afinal, a cultura brasileira africanizou-se. Exemplos? Não Faltam! Capoeira, samba, candomblé, sem falar em relação ao fator alimentar na qual a lista é extensa, a exemplo de azeite de dendê, pimenta malagueta, pratos como feijoada, vatapá, tutu de feijão, acarajé, angu, entre outros que caíram na graça do paladar brazuca.
É óbvio que a nação verde e amarela, o famoso país do futebol, não teria a ginga que tem, as passistas das escolas de samba não dançariam como dançam, alguns religiosos não rezariam como rezam, as pessoas não comeriam o que comem, se não fosse a herança da cultura africana, formada por, segundo a historiografia oficial brasileira, 4,5 milhões de escravos, que cruzaram o Atlântico dentro dos porões dos navios negreiros.
Resolvi fazer esse comentário pertinente a ligação histórica entre o Brasil e o continente africano, pois recentemente, quando comentei sobre o "Projeto Malawi" com um amigo, ele perguntou:
- Por que Malawi?
Respondi mais ou menos no embalo desses argumentos históricos, finalizei dizendo que o Brasil foi uma nação erguida por meio de milhões de braços escravos. Não é à toa que somos um dos maiores países mestiços da circunferência terrestre.
Fiquei contente em observar que o meu amigo entendeu que temos um laço fortíssimo com os povos africanos, e isso já justificaria qualquer tipo de ajuda.

sábado, 25 de julho de 2009

UM RAIO-X DE MALAWI


















Conforme consta no Almanaque Abril de 2009, esse pequeno país sem saída para o mar, localizado no sudeste do continente africano tem os seguintes dados:

Geografia

Área: 118.484 km2

Clima: tropical (maior parte) e tropical de altitude

Capital: Lilongue

População: 14,3 milhões (2008)

Nacionalidade: malauiana

Composição: maraves 58,3% (inclui nianjas, cheuas, tsongas e timbucas), lomues 18,4%, iaôs 13,2%, engonis 6,7%, outros 3,4% (2008).

Governo: Republica presidencialista.

Divisão administrativa: 3 regiões subdivididas em 24 distritos.

Presidente: Bingu wa Mutharika

Partidos: Democrático Progressista (DPP), Frente Democrática Unida (UDF), do Congresso Malawi (MCP).

Economia

Moeda: quacha malauiana

A agricultura é a maior fonte de renda. O país depende da ajuda externa, principalmente da África do Sul, dos Estados Unidos e do Reino Unido.