segunda-feira, 3 de agosto de 2009

MALAWI À VISTA

Membros e colaboradores do Projeto seguem ao país africano para evento inaugural da escola que deve atender cerca de 1.500 crianças, além de realizarem trabalho de campo.



No próximo dia 10 de agosto, integrantes e colaboradores partem destino ao Malawi, onde acontece a inauguração da primeira rede de ensino localizada entre as três aldeias, que serão beneficiadas pela iniciativa, situadas a cerca de 25km da capital Bilongue.
O evento está marcado para o dia 12, data escolhida para poder contar com a participação especial do presidente malauiano, Bingu wa Mutharka.
Alguns membros da equipe vão ao país pela primeira vez a trabalho de campo, como no caso do produtor de vídeo Neo Nassif, cuja missão é fazer todo o processo de captação de imagens que serão transmitidas em programas veiculados em canais de TV.
Assim como Nassif, também é estreia deste jornalista que vos escreve, agora, frequentemente, no blog. Nessa jornada tenho um papel parecido com o de Pero Vaz de Caminha na tripulação de Cabral ao descobrir o Brasil. Longe de mim, querer me comparar ou anunciar que serei tão preciso e fluente nas minhas matérias como foi o famoso escrivão, autor da “certidão de nascimento do Brasil”, ao registrar na sua histórica carta detalhes minuciosos de como era a nova terra que haviam descoberto.
Apenas cito essa figura para ilustrar a importância e a responsabilidade que um jornalista carrega quando trabalha como enviado especial.
Se eu conseguir mostrar as contradições e as emoções do malauiano por meio de abordagens culturais, sociais, exóticas, religiosas, geográficas e, principalmente, humanas, já serão gratificantes.
Não é fácil ser um repórter longe de casa, distante do próprio idioma e dos seus costumes. No entanto, essa dificuldade, que é normal, faz parte da profissão, afinal, as viagens estão para a vida do jornalista como a luva na vida do goleiro.
Apesar de nunca ter ido lá, de não ter conferido de perto as particularidades da população da África, mesmo sendo a primeira vez que verei de perto as profundeza das suas selvas e dos seus rios, carrego uma opinião na minha mente que tentarei confirmar nessa viagem, o fato da África mesmo tendo sido colonizada durante grande parte da sua história, acredito que ela nunca foi conquistada, e isso, creio eu, simboliza a força das nações africanas.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

MAMA ÁFRICA

Já no século XVII o padre Antônio Vieira escreveu "O Brasil tem o corpo na América, mas a alma na África". Se analisarmos bem, considerando a época em que a frase foi escrita, pode-se dizer que as palavras do religioso foram certeiras, afinal, a cultura brasileira africanizou-se. Exemplos? Não Faltam! Capoeira, samba, candomblé, sem falar em relação ao fator alimentar na qual a lista é extensa, a exemplo de azeite de dendê, pimenta malagueta, pratos como feijoada, vatapá, tutu de feijão, acarajé, angu, entre outros que caíram na graça do paladar brazuca.
É óbvio que a nação verde e amarela, o famoso país do futebol, não teria a ginga que tem, as passistas das escolas de samba não dançariam como dançam, alguns religiosos não rezariam como rezam, as pessoas não comeriam o que comem, se não fosse a herança da cultura africana, formada por, segundo a historiografia oficial brasileira, 4,5 milhões de escravos, que cruzaram o Atlântico dentro dos porões dos navios negreiros.
Resolvi fazer esse comentário pertinente a ligação histórica entre o Brasil e o continente africano, pois recentemente, quando comentei sobre o "Projeto Malawi" com um amigo, ele perguntou:
- Por que Malawi?
Respondi mais ou menos no embalo desses argumentos históricos, finalizei dizendo que o Brasil foi uma nação erguida por meio de milhões de braços escravos. Não é à toa que somos um dos maiores países mestiços da circunferência terrestre.
Fiquei contente em observar que o meu amigo entendeu que temos um laço fortíssimo com os povos africanos, e isso já justificaria qualquer tipo de ajuda.

sábado, 25 de julho de 2009

UM RAIO-X DE MALAWI


















Conforme consta no Almanaque Abril de 2009, esse pequeno país sem saída para o mar, localizado no sudeste do continente africano tem os seguintes dados:

Geografia

Área: 118.484 km2

Clima: tropical (maior parte) e tropical de altitude

Capital: Lilongue

População: 14,3 milhões (2008)

Nacionalidade: malauiana

Composição: maraves 58,3% (inclui nianjas, cheuas, tsongas e timbucas), lomues 18,4%, iaôs 13,2%, engonis 6,7%, outros 3,4% (2008).

Governo: Republica presidencialista.

Divisão administrativa: 3 regiões subdivididas em 24 distritos.

Presidente: Bingu wa Mutharika

Partidos: Democrático Progressista (DPP), Frente Democrática Unida (UDF), do Congresso Malawi (MCP).

Economia

Moeda: quacha malauiana

A agricultura é a maior fonte de renda. O país depende da ajuda externa, principalmente da África do Sul, dos Estados Unidos e do Reino Unido.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

INAUGURAÇÃO

Confirmamos a data para nossa dia 12 de agosto/2009
estamos ansiosos para essa dia chegar.
Sabemos que serão grandes as emoções.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Projeto Malawí aposta na educação como criação de um futuro melhor

Região carente em ensino começa a mudar o cenário com inauguração de escola de ensino fundamental, que também terá cursos profissionalizantes.



Durante muito tempo, as crianças moradoras de três aldeias localizadas a cerca de 25km da cidade de Lilongwe, capital de Malawi tinha um enorme problema para chegarem a escola, precisam andar aproximadamente 15km, já que seus pais não possuem carros e nem existe ônibus disponíveis na região.

Mas esse quadro lamentável está com os dias contados, pois entre os dias 25 e 30 deste mês, será inaugurada uma escola com capacidade de atender mais de 1.500 crianças. Essa obra faz parte do Projeto Malawi, cujo objetivo não é somente exercer medidas emergenciais, como doações de bens materiais, mas também oferecer serviços de infraestrutura que possam colocá-lo um dia em uma plataforma de independência sócio-econômica, saindo da situação atual de miséria em que está inserido.

Para o evento inaugural, uma equipe formada por membros e colaboradores do Projeto já garantiram presença no local como o presidente de Malawi, Bingu wa Mutharika, representantes da UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância), o presidente do Advanced Growt Center, Dr. Silas Josué de Oliveira, o produtor de vídeo Neo Nassif, entre outros.



Além de atender as crianças, a escola deve oferecer cursos profissionalizantes para os adultos. Os primeiros passos para fazer uma transformação social em Malawi já estão sendo dados, e se traduzem com a realização desse serviço educacional.

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Fábio Bézza