
No próximo dia 10 de agosto, integrantes e colaboradores partem destino ao Malawi, onde acontece a inauguração da primeira rede de ensino localizada entre as três aldeias, que serão beneficiadas pela iniciativa, situadas a cerca de 25km da capital Bilongue.
O evento está marcado para o dia 12, data escolhida para poder contar com a participação especial do presidente malauiano, Bingu wa Mutharka.
Alguns membros da equipe vão ao país pela primeira vez a trabalho de campo, como no caso do produtor de vídeo Neo Nassif, cuja missão é fazer todo o processo de captação de imagens que serão transmitidas em programas veiculados em canais de TV.
Assim como Nassif, também é estreia deste jornalista que vos escreve, agora, frequentemente, no blog. Nessa jornada tenho um papel parecido com o de Pero Vaz de Caminha na tripulação de Cabral ao descobrir o Brasil. Longe de mim, querer me comparar ou anunciar que serei tão preciso e fluente nas minhas matérias como foi o famoso escrivão, autor da “certidão de nascimento do Brasil”, ao registrar na sua histórica carta detalhes minuciosos de como era a nova terra que haviam descoberto.
Apenas cito essa figura para ilustrar a importância e a responsabilidade que um jornalista carrega quando trabalha como enviado especial.
Se eu conseguir mostrar as contradições e as emoções do malauiano por meio de abordagens culturais, sociais, exóticas, religiosas, geográficas e, principalmente, humanas, já serão gratificantes.
Não é fácil ser um repórter longe de casa, distante do próprio idioma e dos seus costumes. No entanto, essa dificuldade, que é normal, faz parte da profissão, afinal, as viagens estão para a vida do jornalista como a luva na vida do goleiro.
Apesar de nunca ter ido lá, de não ter conferido de perto as particularidades da população da África, mesmo sendo a primeira vez que verei de perto as profundeza das suas selvas e dos seus rios, carrego uma opinião na minha mente que tentarei confirmar nessa viagem, o fato da África mesmo tendo sido colonizada durante grande parte da sua história, acredito que ela nunca foi conquistada, e isso, creio eu, simboliza a força das nações africanas.