Ele está em toda parte do país, no aeroporto, na estrada, no hospital, na escola, em tudo se encontra o seu nome. As homenagens ainda se estendem por meio de um memorial - localizado na capital, em Lilongue - no qual há uma enorme estátua em que está apoiado numa bengala com a mão esquerda, e a direita estendendo uma tocha aos céus. Sem falar no mausoléu, onde está enterrado, cercado por um bonito jardim, na lápide está escrito em inglês o começo do Salmo 23: “O Senhor é o meu pastor; nada me faltará. Ele me faz repousar em pastos verdejantes. Leva-me para junto das águas de descanso; refrigera-me a alma”.
Apesar de ter falecido há mais de dez anos, ninguém está tão vivo no Malawi quanto ele, Kamuzu Banda, o primeiro presidente do país, morto em 1997, com 101 anos, numa clínica na África do Sul, devido a problemas de saúde.
Por intermédio da figura política dele, sob a sua liderança que Malawi conquistou a independência em 1964.
Quem se aventurar a pesquisar a respeito dessa figura descobrirá tanto atitudes boas quanto ruins, tanto críticas quanto elogios, como acontece, aliás, a todos os grandes personagens da história, as contradições, as atitudes nebulosas, muitas vezes, apenas aumentam o fascínio de uma biografia, como no caso de Kamauzu Banda
(Foto: Neo Nassif) Segundo o monitor do mausoléu, Malawi foi fundado em cima de quatro pilares, que são: Lealdade, Unidade, Obediência e Diciplina. Em cada um dos quatros pilares que sustentam o mausoléu há uma dessas frases.